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Cuca - A bruxa jacaré - Velha Cuca - CAIMAN WIKI


Cuca

Cuca - Segundo o folclore brasileiro


A Cuca é uma das figuras mais conhecidas e temidas do folclore brasileiro, representando uma criatura sobrenatural associada ao medo infantil, à noite e ao castigo para crianças desobedientes. Sua imagem mistura elementos de bruxa europeia com traços de animais, especialmente o jacaré, criando uma entidade única dentro da cultura popular do Brasil. "[...] é uma entidade do mal que assume a forma de bruxa velha com aspecto de jacaré, que não se sabe ao certo sua idade mas que pode ter mais de 3 mil anos, como também existem versões em que pode se existir mais de uma cuca, como se fosse uma subclasse de bicho-papão, como é descrito no livro “O Saci” (1921), de Monteiro Lobato. Em seu livro "Geografia dos Mitos Brasileiros", Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) diz que a Cuca é um mito de origem portuguesa relacionado à Coca, figura que aparecia nas procissões da província do Minho, em Portugal. Também no Minho, "cuca" é o nome popular de uma espécie de abóbora que costumava-se perfurar com contornos de olhos e boca, e dentro da qual era colocada uma vela acesa (de forma semelhante ao que se faz no Halloween americano). Outra origem possível seria o “Farricoco”, personagem que acompanhava a procissão de Passos, no Algarve, também em Portugal." WIKIPEDIA


Tradicionalmente, a Cuca é descrita como uma velha bruxa de cabelos desgrenhados, garras afiadas e, em muitas versões modernas, com cabeça de jacaré ou corpo reptiliano. Em relatos mais antigos, ela aparece apenas como uma feiticeira assustadora que vive em florestas ou cavernas, enquanto versões posteriores fundiram sua figura com animais ferozes para intensificar o terror. Essa transformação visual pode refletir o encontro entre o imaginário europeu das bruxas e os animais selvagens das matas brasileiras.


No imaginário popular


A Cuca é conhecida principalmente por assustar crianças que não dormem cedo e raptar os desobediente, reforçando seu papel como figura disciplinadora, usada por pais para impor comportamentos através do medo, prática comum em diversas culturas ao redor do mundo.


"Nana neném

Que a cuca vem pegar

Papai foi na roça

Mamãe, no cafezal

Bicho papão

Sai de cima do telhado

Deixa o nenemzinho dormir sossegado"


A Cuca no Sítio do Picapau Amarelo


A representação mais popular da Cuca na cultura brasileira foi consolidada na obra Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato. Nessa versão, a Cuca aparece como uma poderosa feiticeira com corpo de jacaré antropomórfico, inteligente, sarcástica e extremamente perigosa, vivendo em uma caverna e praticando feitiços contra os personagens do sítio. Essa adaptação misturou o arquétipo da bruxa europeia com a fauna brasileira, fixando no imaginário nacional a imagem reptiliana da Cuca, que passou a ser a mais reconhecida pelo público.




A Velha-Cuca, a Bruxa em Aruanã


Na saga de Caiman, a Velha-Cuca é uma figura inspirada tanto na Cuca brasileira, quanto no estereótipo da Bruxa europeia. A sua aparência é descrita como uma mulher de muita idade, com rugas profundas e olhos completamente brancos que, apesar de cegos, enxergam muito além de um humano comum. A poderosa bruxa é conselheira, babá e professora da família porto há gerações, o que já coloca uma questão a respeito de sua idade, que é completamente desconhecida. Nela, há uma estranha lealdade à Veríssimo Porto, primeiro-ministro do Rei de Cales e pai de Leonora Porto. Durante os acontecimentos do livro, ela é responsável por vigiar e educar Uiraçu'garipangá, a menina Jacarandá que é feita de prisioneira por Veríssimo Porto. A menina, aprisionada na torre de Veríssimo Porto, é educada pela bruxa nos velhos costumes do Reino de Cales, aprendendo com ela o idioma, história, religião, para que um dia se torne esposa do primeiro-ministro.


Principais habilidades


A Velha-Cuca é tão poderosa quanto as Três Feiticeiras de Aruanã, senão mais. O limite de suas habilidades é desconhecido, mas Uiraçu presenciou o poder da bruxa de manipular a realidade, quando distorceu as paredes do quarto e alterou a gravidade, virando todo o ambiente de ponta cabeça, para que a menina não pudesse fugir. Assim como foi capaz de entrar na mente da menina, mostrando falsas memórias a respeito dos Jacarandás e do pai da pequena prisioneira.


Bruxa
"A Witch" (Uma Bruxa)

Citações em Caiman - O Caminho das Águas Doces


“Velha Cuca e seus mistérios. Há mais de três gerações servindo as famílias reais de Cales. Devemos confiar numa bruxa?” Gazeta de Sídero, 48ª edição.


"Como esquecer da Velha Cuca, aquela bruxa terrível que servia a família Porto há tantas décadas que era impossível desvendar a sua idade? Uma Feiticeira de Cales. Só de lembrar as lições da bruxa, Leonora já estremecia. O ódio que ela sentia ao ver tanto o pai quanto a Velha Cuca logo se diluiu ao ver a imagem da pobre menina de rosto pintado de azul. [...] A Velha Cuca permanecia ao lado da porta, como se analisasse o cômodo com os seus olhos brancos e intensos. Leonora ouvira de Arthur sobre as três Feiticeiras de Aruanã: Cumacanga, Matinta Pereira e Alamoa. Mulheres inumanas de grande poder! Assim era Velha Cuca, conhecida por todo o Reino de Cales. Seriam as três Feiticeiras de Aruanã tão poderosas quanto ela?"


"A Velha Cuca estava sentada na cadeira ao lado da porta, como de costume. Completamente inerte, com seus olhos brancos, era uma imagem assustadora para a pequena Uiraçu, a Garra de Gavião Real. A mulher mal piscava, o que deixava a menina aflita. Se ao menos ela ficasse sentada no corredor, do lado de fora do quarto, seria muito melhor. Bem, ela costumava ficar sentada no corredor, até que Uiraçu começou a bolar meios para fugir. Tentou se pendurar na janela e escalar a torre, algo que se mostrou impossível. Tentou mover blocos soltos das paredes e até mesmo incendiou o seu colchão. A menina não teve sucesso em nenhuma das tentativas. A partir de então, a Velha Cuca recebeu ordens diretas de Veríssimo Porto para ficar de vigília dentro do quarto. Vigília... A mulher era cega!"


Classificação: Feiticeira


Mulheres sobre-humanas com conhecimento íntimo em magia e ocultismo, capazes de manipular forças naturais ou sobrenaturais. Tem moral duvidosa e grande egocentrismo, focadas em aumentar e descobrir poderes e conhecimentos.


Outras feiticeiras no universo de Caiman:



Caiman - O Caminho das Águas Doces - Fernando Couto de Magalhães

O universo de CAIMAN, criado por Fernando Couto de Magalhães, é completamente fictício. Apesar de beber de fontes históricas e referências culturais brasileiras, não há aqui a intenção de representar fielmente nenhum povo, tradição ou evento específico. É uma obra de entretenimento inspirada nas histórias contadas pelos avós do autor.


O folclore brasileiro é o eixo central do universo da Caiman, servindo como base para toda a fantasia que molda a narrativa dos livros. A proposta do autor, Fernando Couto de Magalhães, é fugir dos elementos fantasiosos europeus (dragões, elfos, orcs e etc) e valorizar o imaginário brasileiro de forma explícita, celebrando raízes, influências regionais e a riqueza das tradições orais do Brasil.

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