Boi-Vaquim - Chifres de ouro - CAIMAN WIKI
- Fernando Couto de Magalhães

- há 3 horas
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O terrível boi dos chifres de ouro
O Boi Vaquim é uma criatura mística do folclore da região dos pampas, área que abrange parte do sul do Brasil, especialmente o estado do Rio Grande do Sul. A lenda foi registrada pelo historiador Contreira Rodrigues (1884–1960), que descreveu o ser como um boi sobrenatural associado à riqueza, ao perigo e ao desaparecimento de campeiros que ousavam persegui-lo.
Características físicas
Segundo os relatos tradicionais, o Boi Vaquim possui grandes asas, que lhe permitem se mover rapidamente pelos campos abertos dos pampas. Seus chifres são feitos de ouro, em algumas versões, apenas os chifres possuem esse metal precioso, e seus olhos são descritos como diamantes brilhantes. Além disso, a criatura solta faíscas e até chamas pelas pontas dos chifres, criando uma imagem aterradora que ilumina a noite e denuncia sua presença à distância.
Origem da lenda
A lenda surge no contexto da vida rural dos pampas, entre vaqueiros e campeiros que cruzavam grandes extensões de campo aberto. Histórias sobre animais encantados, riquezas sobrenaturais e perigos ocultos eram comuns nessas regiões, funcionando tanto como entretenimento quanto como alerta sobre os riscos das longas jornadas solitárias. O Boi Vaquim representa a combinação entre a promessa de fortuna e a ameaça da morte ou do desaparecimento.
Quem será capaz de domá-lo?
Diz-se que apenas homens muito habilidosos poderiam tentar capturar o Boi Vaquim. Era necessário ter braços fortes, grande destreza com o laço e cavalos rápidos, bem treinados para perseguições em campo aberto. Mesmo assim, muitas histórias afirmam que vaqueiros partiram em busca da criatura atraídos pelo ouro e pelos diamantes, mas nunca mais retornaram, reforçando o caráter perigoso e sobrenatural do ser.
https://portal-dos-mitos.blogspot.com/2022/04/boi-vaquim.html
CASCUDO, Luís da Câmara — Dicionário do Folclore Brasileiro
Lopes Neto, João Simões — Lendas do Sul
ALVES, Januária Cristina — Abecedário do Folclore Brasileiro
CARRASCO, Walcyr — Lendas e Fábulas do Folclore Brasileiro
FRANCHINI, A. S. — As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro
Boi-Vaquim em Aruanã
Já nos primeiros capítulos da saga da Caiman, conhecemos o Boi-Vaquim. Uma assombração que ameaça a população da Vila do Tambaqui, próxima ao Rio Ibirá. A criatura tem os pelos negros, olhos, chifres e cascos de ouro e uma fúria incontrolável. Diferente do folclore original, ele não possui asas ou voa.
É uma manifestação viva do ódio e é conjurado e controlado pelo seu mestre (revelado no capítulo). Arthur De Cantra é atraído por pura curiosidade por esta besta sobrenatural e acaba conhecendo Caiman ao enfrentá-lo. Tamanha é a fúria do Boi-Vaquim, que ele é capaz de atravessar e demolir uma casa inteira, atropelando-a com os seus poderosos chifres. Segundo relatos locais, de acordo com uma superstição de que o boi desapareceria se um homenzarrão o dominasse, homens de ego inflado já tentaram domá-lo, mas acabaram mortos ou esmagados pelos terríveis cascos de ouro. Para derrotá-lo, não é utilizado qualquer armamento ou meios físicos, mas é necessário buscar a origem da conjuração.
Categoria: Bestas e monstros
Criaturas físicas ou semi-físicas, geralmente vivendo isoladas em locais selvagens, com aparência monstruosa ou animalesca que foge dos padrões da fauna e flora. Podem ter origens míticas ou humanas, manifestando-se através de maldições, feitiços ou, puramente, vingança.
Outras bestas e monstros no universo de Caiman:
Quibungo

O universo de CAIMAN, criado por Fernando Couto de Magalhães, é completamente fictício. Apesar de beber de fontes históricas e referências culturais brasileiras, não há aqui a intenção de representar fielmente nenhum povo, tradição ou evento específico. É uma obra de entretenimento inspirada nas histórias contadas pelos avós do autor.
O folclore brasileiro é o eixo central do universo da Caiman, servindo como base para toda a fantasia que molda a narrativa dos livros. A proposta do autor, Fernando Couto de Magalhães, é fugir dos elementos fantasiosos europeus (dragões, elfos, orcs e etc) e valorizar o imaginário brasileiro de forma explícita, celebrando raízes, influências regionais e a riqueza das tradições orais do Brasil.




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