• Fernando Couto de Magalhães

Os 3 tipos de empatia - Cognitiva, Emocional e a Preocupação empática

A neurociência entende a empatia como a chave da consciência social e da gestão de relacionamentos. Uma habilidade que permite ao indivíduo conhecer os integrantes da sua comunidade, das pessoas à sua volta. Mas a empatia não é uma única habilidade. Ela pode ser entendida em três diferentes partes, cada um relacionada a certos circuitos do cérebro.


Empatia cognitiva: Entender como o outro pensa, a perspectiva, os modelos mentais. O que significa que a comunicação entre esses indivíduos será muito mais eficiente. Ou seja, o individuo pode se expressar de uma forma que o outro poderá entender com mais facilidade. Esse tipo de empatia é muito importante no ensino. As habilidade cognitivas das crianças, por exemplo, mudam com o tempo, o que cabe ao professor saber se adaptar a esse desenvolvimento e encontrar maneiras mais eficientes de se comunicar, de educar.


Empatia emocional: Entender como o outro se sente, se identificar com a emoção do outro. Alegria, tristeza, raiva. Isso gera uma proximidade pessoal, e pode gerar uma comunicação mais harmoniosa e efetiva entre ambas as partes.


Preocupação empática: Não apenas entender como o outro pensa, ou como o outro se sente. Mas de fato se preocupar com o próximo. Esse tipo de empatia é um forte construtor de relacionamentos


*Os dois primeiros tipos de empatia, cognitiva e emocional, podem ser usados para manipulação. Um líder político pode entender como as pessoas pensam, se sentem e usar isso para implantar medo, desconfiança e usar isso como um oportunidade de controle social.


John Bowlby (1907-1990), psicanalista e psiquiatra de desenvolvimento infantil, propõe que todas as crianças precisam de uma base segura para se desenvolverem bem. Ou seja, pais, guardiões ou responsáveis que cuidem dela, que façam com que ela se sinta ouvida, compreendida, protegida. Um adulto que entra em sintonia com a criança de forma empática. Mas Bowlby também diz que todos precisam de uma base segura ao longo da vida, não apenas durante a infância. Essa base pode ser preenchida por uma esposa ou marido, por um professor, um treinador, um amigo, um chefe. Isso só é possível através da empatia. De entender como o outro pensa, como o outro se sente e principalmente, de se preocupar com o outro.


Essas informações foram retiradas durante a aula de neurociências da PUCRS com o professor Daniel Goleman. Jornalista, escritor, psicólogo e considerado o pai da Inteligência Emocional.

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