Boto Cor-de-Rosa - CAIMAN WIKI
- Fernando Couto de Magalhães

- há 4 horas
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Boto Cor-de-Rosa - Segundo o folclore brasileiro
A Lenda do Boto-cor-de-rosa é uma das narrativas mais emblemáticas do folclore brasileiro, especialmente na região amazônica. Transmitida oralmente por gerações, ela não apenas entretém, mas também revela aspectos profundos da organização social, da moral coletiva e da relação simbólica entre o ser humano e a natureza.
Essa lenda pode ser compreendida como um mito explicativo, uma história criada para dar sentido a acontecimentos sociais, especialmente aqueles relacionados à sexualidade, à gravidez fora do casamento e aos limites entre o mundo humano e o sobrenatural.
Segundo o mito, durante as festas juninas o boto-cor-de-rosa se transforma em um homem bonito, vestido de branco e usando um chapéu para esconder a narina no topo da cabeça. Nesse disfarce, ele seduz jovens solteiras, levando-as até o rio e, em algumas versões, engravidando-as.
Por isso, quando um homem desconhecido aparece usando chapéu em festas, costuma-se pedir que o retire, para confirmar que não é o boto. Da mesma forma, a expressão “filho do boto” passou a ser usada para crianças sem paternidade reconhecida.
Atualmente, muitos estudiosos associam a lenda a uma forma simbólica de encobrir casos de abuso e violência sexual na região amazônica, transferindo a responsabilidade do agressor humano para uma figura mítica do folclore. WIKIPEDIA
"A história é uma velha conhecida de quem mora no Norte do país. A manauara Ana Célia Costa aprendeu a lenda desde criança. E o conto virou motivo de preocupação para a família quando o corpo da menina deu os primeiros sinais de mocidade
Sonora: “Quando eu fiquei adolescente, isso era muito sério! As pessoas da minha família avisavam: quando estiver menstruada não pode ir pra passeio de barco porque o boto vai levar você. O boto pode saber e vai levar você.”
“A gente começa a ler e a gente começa a se deparar com o que está por trás da lenda do boto. São histórias dramáticas de violência sexual, contra crianças, meninas, geralmente cometida por pessoas da família. E por que a história do boto e até hoje é repetida? Porque, geralmente, são meninas que aparecem grávidas e que não podem revelar a identidade do pai das crianças, seja por temor, porque é de alguém próximo da família, pai, irmão ou primo. Ou não revela por vergonha também.”
O Boto Cor-de-Rosa em Aruanã
A figura emblemática do boto surge no Remanso Velho durante um alegre festival. É um rapaz bonito, todo vestido de branco com um chapéu para esconder o orifício por onde respira. Os heróis descobrem que a grande festa é, na verdade, uma armadilha para atrair o Boto, que engravidará três das filhas do prefeito.
“Príncipe do rio, exibe-se no espelho calmo d’água, seduzindo as moças e roubando suspiros de jeito faceiro. Ao raiar, retorna às profundezas, deixando saudades e promessas que jamais serão cumpridas.” Cosmovisão: Lendas e mitos de Aruanã. Madame Moreira, Sídero.
"– Boto-cor-de-rosa pode ser considerado um ser Encantado e Elemental, mas também pode se encaixar na categoria de Metamorfo. Apesar de ser um pouco difícil de acreditar num boto que se transforma num homem bonitão e engravida as moças..."
Classificação: Elemental / Metamorfo / Encantado
Elemental: Espíritos ligados diretamente aos elementos naturais (água, fogo, terra e ar), com capacidades de manipulação e influências diretas sobre a natureza. Vivem pelo meio e protegem o seu ambiente acima de qualquer coisa.
Metamorfo: Seres com capacidade de transformação física total ou parcial, alternando entre formas humanas e animais. Podem controlar, ou não, suas transformações, dividindo-se entre metamorfos voluntários e não voluntários.
Encantado: Seres místicos que vivem entre o mundo espiritual e o mundo humano, podendo transitar livremente ou sob condições específicas entre ambos. Podem ter relação direta com o meio que vivem, sejam rios, florestas ou desertos. São seres neutros, com moralidade própria.
O bestiário é separado por categorias de acordo com as criaturas que habitam Aruanã.
Espíritos Errantes
Seres incorpóreos presos ao mundo terreno por assuntos inacabados, sentimentos intensos ou vingança. Agem por impulso, sem consciência de seus atos. São apenas citados ao longo da saga, sem grande relevância para o bestiário de Arthur De Catra.
Almas Penadas
Espíritos obsessores
Fantasmas comuns
Entidades Guardiãs
Protetores místicos ligados a locais, objetos ou elementos da natureza, frequentemente neutros ou aliados dos humanos, com moralidade ambígua. Colocam o equilíbrio do seu meio acima de qualquer vida humana ou animal.
Feiticeiras
Mulheres sobre-humanas com conhecimento íntimo em magia e ocultismo, capazes de manipular forças naturais ou sobrenaturais. Tem moral duvidosa e grande egocentrismo, focadas em aumentar e descobrir poderes e conhecimentos.
Cumacanga
Bestas e monstros
Criaturas físicas ou semi-físicas, geralmente vivendo isoladas em locais selvagens, com aparência monstruosa ou animalesca que foge dos padrões da fauna e flora. Podem ter origens míticas ou humanas, manifestando-se através de maldições, feitiços ou, puramente, vingança.
Quibungo
Encantados
Seres místicos que vivem entre o mundo espiritual e o mundo humano, podendo transitar livremente ou sob condições específicas entre ambos. Podem ter relação direta com o meio que vivem, sejam rios, florestas ou desertos. São seres neutros, com moralidade própria.
Morto-vivo
Criaturas ou corpos animados por magia obscura, rituais necromânticos ou maldições antigas. São uma ameaça física com grande resistência. Respondem ao seu mestre, responsável por reviver o corpo, mas não possuem qualquer individualidade.
Corpo Seco
Elementais
Espíritos ligados diretamente aos elementos naturais (água, fogo, terra e ar), com capacidades de manipulação e influências diretas sobre a natureza. Vivem pelo meio e protegem o seu ambiente acima de qualquer coisa.
Celestiais
Entidades de natureza benigna ou neutra, com origem em planos superiores ou celestiais, frequentemente emissárias ou observadoras da humanidade. Os deuses ocupam o topo da hierarquia dos celestiais.
Kurumaré
Ceucy
Jurupari
Metamorfo
Seres com capacidade de transformação física total ou parcial, alternando entre formas humanas e animais. Podem controlar, ou não, suas transformações, dividindo-se entre metamorfos voluntários e não voluntários.
Lobisomem
Quibungo
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O folclore brasileiro é o eixo central do universo da Caiman, servindo como base para toda a fantasia que molda a narrativa dos livros. A proposta do autor, Fernando Couto de Magalhães, é fugir dos elementos fantasiosos europeus (dragões, elfos, orcs e etc) e valorizar o imaginário brasileiro de forma explícita, celebrando raízes, influências regionais e a riqueza das tradições orais do Brasil. As criaturas aqui apresentadas, apesar da clara influência, tem características próprias do universo que estão inseridas, portanto não devem ser base para um estudo acadêmico / escolar / antropológico. Por este motivo, o "bestiário" abaixo traz a descrição de acordo com o universo de Caiman e a descrição original do folclore brasileiro.
*O universo de CAIMAN, criado por Fernando Couto de Magalhães, é completamente fictício. Apesar de beber de fontes históricas e referências culturais brasileiras, não há aqui a intenção de representar fielmente nenhum povo, tradição ou evento específico. É uma obra de entretenimento inspirada nas histórias contadas pelos avós do autor.
Caro amigo leitor,
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