• Fernando Couto de Magalhães

Visita ao museu do Vaticano - Dinastia Ptolomaica



Nos salões dedicados ao Egito antigo (a minha parte preferida dos museus) vemos onipotentes estátuas de faraós em toda a sua majestade. É de arrepiar. Mas tem uma curiosidade aqui que pode passar despercebida para os visitante. Algumas dessas estátuas são diferentes das representações egípcias que costumamos ver. Há uma mistura entre arte grega e egípcia. Muitas delas com claros traços europeus, caucasianos (reinando um império africano). Isso por que entre 303 a.C e 30 a.C, o Egito foi governado pela dinastia grega dos Ptolomeu. Começando por Ptolomeu I, Sóter o Salvador, e terminando com a famosa Cleópatra que conhecemos.


O governo Ptolomaico acontece no período chamado de helenístico, que data entre a morte de Alexandre e a ascensão do império Romano. Os faraós desse período foram responsáveis por grandes construções como a cidade de Alexandria, com o seu farol (uma das sete maravilhas do mundo antigo) e a sua grande biblioteca (um dos maiores centros do conhecimento da antiguidade). Foi o último império faraônico antes do Egito ser governado por Roma.


A curta dinastia ptolomaica gera uma confusão histórica e racial que até hoje é refletida nos filmes de Hollywood, representando figuras como Hatshepsut, Nefertiti, Ramessés entre tantos outros, com traços brancos europeus, ignorando suas raízes africanas (como de costume).


Uma outra curiosidade, Há faraós que reinaram até 3.150 antes de Cristo. O que torna a Cleópatra muito mais próxima do Iphone do que dos primeiros faraós.



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