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As principais divisões da História - Do Paleolítico à Idade Contemporânea.

Foto do escritor: Fernando Couto de Magalhães
Fernando Couto de Magalhães
31 de jan. de 2019
4 min de leitura

Atualizado: 10 de set.



A Pré-História é todo o período de tempo que acontece antes da escrita. A forma como conhecemos e entendemos os acontecimentos pré-históricos está principalmente no estudo de fósseis encontrados por todo o planeta. Está impresso nas rochas, da evolução do ser humano até a alimentação de criaturas anteriores aos dinossauros. Já a História é definida como o período de tempo registrado pela escrita. A pré-história humana é dividida em três períodos: Paleolítico, Neolítico e a Idade dos Metais.


O período Paleolítico data aproximadamente 2,4 milhões de anos e é também conhecido como a Idade da Pedra Lascada. Nome dado pela habilidade do homem de produzir ferramentas cortantes. Para criar essas lâminas rudimentares os nossos ancestrais batiam uma pedra na outra. Nesse período o homem era nômade e não se fixavam em um único lugar por muito tempo. Viviam basicamente da coleta de frutos, pesca, caça e das carcaças deixadas por predadores. Também é no Paleolítico que nasce a primeira forma de arte, a pintura rupestre.



Situado entre 12 mil e 5 mil anos, o período Neolítico é definido pela fabricação de instrumentos de pedra polida, mas também pela agricultura. É nesse período que a natureza passa a ser transformada pelo homem e as comunidades deixam de ser nômades e passam a se fixar em lugares propícios para o cultivo de alimentos e criação de animais específicos.



O último período da pré-história e marcado pelo fim do uso das ferramentas de pedra e o início da fabricação de instrumentos de metal e também pelo surgimento das primeiras cidades. A Idade dos Metais é subdividida em três idades. A idade do cobre, a idade do bronze e a idade do ferro. A partir da criação da escrita pelos sumérios entre 3 mil e 4 mil anos, o mundo entrou na era que definimos como Antiguidade e se estendeu até a queda do Império Romano em 476 da era cristã.



A ascensão do cristianismo na Europa após a queda do Império Romano marca a Idade Média, ou “Idade das Trevas”. Um longo período de mil anos marcado pelo domínio da igreja sobre a Europa. Apesar da “escuridão científica” da época, a idade média produziu filosofias, estilos artísticos romano e gótico e estilos de música como o canto gregoriano. É dentro desse período histórico que nascem as principais lendas de dragões e cavaleiros, as invasões Vikings, as mitologias nórdicas e tantas outras fantasias que despertarão o imaginário de escritores e artistas do romantismo.



Nas primeiras décadas do século XV, surge um movimento artístico em Florença na Itália que rapidamente se espalhou por toda a Europa. O Renascimento. Os artistas da época, tais como Michelangelo, Botticelli, Ticiano, Donatelo, Caravaggio entre outros, encontraram uma fonte de inspiração na antiguidade clássica. O movimento propunha um renascimento do passado e a valorização do homem e da natureza sobre o sobrenatural. Essa sobreposição do homem e da natureza sobre o divino é definida como Humanismo. É nesse período que a racionalidade impera e grandes descobertas científicas começam a surgir. Tal fato promoveria uma revolução científica e daria origem ao Iluminismo.



O “século das luzes”, como também é conhecido o Iluminismo, teve início no século XVIII na França e valorizava a razão em detrenimento da fé e da religião. Nesse século, pensadores e cientistas desconstroem ideologias religiosas. Pela primeira vez na história, todo o conhecimento adquirido foi reunido em uma única obra, a Enciclopédia. Também foi nessa época que o nome “Era das Trevas” foi atribuído à idade medieval. Galileu Galilei, Descartes, Isaac Newton entre outras importantes personalidades da ciência contribuíram para esse movimento.



Ainda no século XVIII surgiu um movimento que se estenderia até o século XIX, o Romantismo. Os românticos buscavam inspirações na Idade Média criando os seus próprios heróis nacionais. Todos os países da Europa teriam os seus próprios heróis. O Romantismo pregava o Nacionalismo, uma exaltação da própria pátria. Como dito anteriormente, a “Era das Trevas” despertou o imaginário dos artistas e escritores, criando as suas próprias ficções sobre um herói que sofre estranhamento pelo mundo a sua volta e sai em suas próprias aventuras. Todo herói romântico é retratado como um explorador.



Após a Revolução Francesa, e a queda da Bastilha em 14 julho de 1789, mundo entraria num novo período histórico. A Idade Contemporânea. Período que se estende até os dias atuais. É nessa era que há a consolidação do capitalismo como modo de produção por todo o globo. Há muito debate sobre quando passaremos para um novo período histórico e quais serão os motivos para essa transformação.



De modo geral, a divisão da história em períodos é uma forma de organizar a enorme quantidade de acontecimentos que marcaram a trajetória da humanidade. Pré-História, Antiguidade, Idade Média, Renascimento, Iluminismo e Idade Contemporânea não são compartimentos isolados, mas etapas que se conectam e ajudam a compreender como sociedades, culturas, conhecimentos e formas de pensar foram se transformando ao longo do tempo. Da fabricação das primeiras ferramentas às revoluções científicas, políticas e industriais, a história humana é marcada por mudanças contínuas. E, embora hoje estejamos na chamada Idade Contemporânea, o processo histórico não chegou ao fim: continuamos produzindo novos conhecimentos, tecnologias, ideias e transformações que, no futuro, poderão definir o início de uma nova.



Fernando Couto de Magalhães lê um livro de capa laranja numa biblioteca aconchegante, com texto visível na capa.

Fernando Couto de Magalhães (@eufernandocouto) é escritor e artista brasileiro, autor de obras que navegam por diferentes gêneros, transitando pela ficção científica, fantasia e terror, sempre tendo a brasilidade como elemento principal de suas aventuras. É publicitário, com vasta experiência em marketing, com especialização nas humanidades: História, Filosofia e Sociologia, além de estudos complementares nas ciências humanas, que influenciaram diretamente a produção de seus livros. Estreou em 2022 com Instituto Hawkins e as Anomalias do Tempo, seguido por Grande Hotel Brasil em 2023 e Caiman - O Caminho das Águas Doces em 2026 (sua obra mais ambiciosa).

 

A curiosidade pelo desconhecido é um dos principais elementos que conecta suas narrativas, além de sempre estruturar-se em elementos da brasilidade, seus folclores e tradições populares. Paralelamente à literatura, desenvolve obras de arte com lápis grafite e carvão, tendo participado de exposições artísticas, incluindo o Brazilian Day Orlando.



Aventura de ficção científica que explora diferentes eras e criaturas pré-históricas em diferentes países.



Aventura de alta fantasia num universo próprio, inspirado no Brasil colonial e no folclore brasileiro.



Suspense e terror num paradisíaco hotel no nordeste brasileiro, repleto de mistérios e criaturas do folclore brasileiro.



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